Indignação que gera ação

Muitas vezes os bons sentimentos e as atitudes mais nobres e inspiradoras surgem em momentos adversos, após algum trauma ou acontecimento ruim. Nestes últimos dias, o ato insensato de Donald Trump, um ser humano com visão limitada sobre o que é ser humano, no sentido mais amplo da palavra, motivou a união, o engajamento e a ação. Vejam que o presidente chegou a justificar que as metas de redução previstas para o país seriam uma forma de prejudicar a competitividade norte-americana. Ou seja, o aquecimento global, um fato, para Trump é uma invenção para acabar com os Estados Unidos. O que podemos esperar de uma pessoa com esta mentalidade?? E pior, a pessoa em questão lidera uma das nações mais poluidoras do mundo.

Após Donald Trump anunciar sua intenção de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, no qual 196 nações se comprometeram a diminuir suas emissões para conter os efeitos do aquecimento global, diversos agentes se posicionaram enfaticamente sobre o tema. A União Europeia e a China reforçaram sua participação no Acordo e prometeram liderar esse processo. Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, governadores indicaram que continuarão trabalhando para que a meta de redução das emissões seja cumprida em seus respectivos estados. Além disso, grandes grupos norte-americanos, tais como GE, Microsoft, Google, Apple, Coca-Cola, entre outros, também ratificaram o compromisso com o clima e se posicionaram contra a decisão do presidente do país.

Estas manifestações mostram que é possível encarar um problema de frente  e ter uma atitude positiva diante dele. A ação individual somada a várias outras ações individuais podem impactar e transformar o todo. Mais do que nunca precisamos assumir o nosso papel como cidadãos que buscam ainda um futuro para o Planeta – enquanto é tempo. Vamos fazer o que está ao nosso alcance: consumir menos, reaproveitar, utilizar conscientemente insumos como água e energia e ensinar esses comportamentos para nossos filhos e família. Não só neste Dia Mundial do Meio Ambiente,  mas na nossa rotina diária,  esta pode ser uma boa forma de manifestação, se você, como eu, ficou ficou indignado com a atitude de Trump. Assim protestamos ativamente, não só com palavras, mas fazendo algo de efetivo para o nosso Planeta.

Imagem: Pixabay


 

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Trump e o aquecimento global

Queridos, não escrevo há algum tempo. A correria do dia a dia tem atrapalhado um pouco. Vergonha. Ontem, na saída da aula de Yoga, as colegas de turma conversavam sobre o medo que Trump gera em muita gente, seja pela postura agressiva, pelo tratamento aos imigrantes ou então por suas convicções em relação ao meio ambiente. Saí de lá com a obrigação moral de comentar esse último ponto, que merece atenção e muita preocupação, em especial porque estamos falando do líder do segundo maior poluidor do planeta.

Bem, para o nosso pavor, Trump não acredita em aquecimento global. Uma vez ele escreveu em seu Twitter que esse conceito foi criado pelos chineses com o objetivo de tornar a indústria dos EUA não competitiva. As indicações, até o momento, são as piores possíveis.

Esta semana, Myron Ebell, conselheiro muito próximo ao presidente norte-americano e com uma fervorosa postura anti ambientalista, disse estar certo de que Trump se afastará do Acordo de Paris, no qual várias nações, inclusive os EUA, se comprometeram a executar ações para controlar o aquecimento global.

Ebell recebeu a incumbência, durante o período de transição, de escolher as equipes que iriam compor a agência de proteção ambiental do país (EPA). E escolheu: o órgão passou a ser liderado por Scott Pruitt, um advogado ativo na luta anti meio ambiente, que atuou contra as regulações ambientais criadas por Obama, defendendo empresas que integram setores altamente poluidores, como petróleo e carvão, por exemplo . E pasmem. Diversas dessas ações movidas por Puitt são contra a própria EPA. E a gente acha que conflito de interesses só acontece no Brasil. Isso é muito pior e o mundo todo assiste a essas barbaridades de camarote.

E não poderia ser assim, pois essa não é uma questão interna, dos EUA. O impacto desse tipo de política é global. Como o país conseguirá cumprir a sua meta firmada no Acordo de Paris de reduzir as emissões em 28% até 2025 (na comparação com 2005), se seus líderes acreditam que meio ambiente é pura perda de tempo e só serve para atrapalhar o desenvolvimento econômico? O mais provável é que Trump tente encontrar um meio para driblar e evitar o cumprimento desse objetivo. Tudo em nome do crescimento. E pelo jeito já está se movimentando neste sentido. Esta semana, Ebell teve um encontro no gabinete da primeira ministra inglesa, Theresa May. Ninguém sabe ao certo com quem ele falou e qual foi o objetivo da reunião. O que se comenta é a existência de uma eventual afinidade entre Trump e May.

Vamos ficar atentos. É o nosso mundo que está em jogo.

Foto: Pixabay


 

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Novos investimentos em carvão mineral

Hoje, sexta-feira, dia 4 de novembro, entra em vigor oficialmente o Acordo do Clima de Paris, que tem como objetivo manter a elevação da temperatura da terra abaixo dos 2°C, limitando o aumento a no máximo  1,5°C. O acordo foi ratificado por 92 países, inclusive pelo Brasil, que se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37%, até 2025, e em 43%, até 2030, na comparação com os índices registrados em 2005. Só que na contramão deste compromisso, o Congresso Nacional aprovou no dia 19 de outubro a Medida Provisória 735, a MP do setor elétrico, que prevê em seu artigo 20 a implantação de novas termelétricas a carvão mineral, que entrem em operação entre 2023 e 2027.

Muito estranho isso, não? É possível que a assinatura de um compromisso internacional tenha sido uma jogada de marketing  e não uma preocupação genuína com o destino do Planeta ou o Congresso Nacional está totalmente perdido e não sabe ao menos quais são as fontes emissoras de gases de efeito estufa?  Total incoerência??? Estima-se que o carvão mineral seja responsável por quase 1/3 das emissões de CO2 globais. Atualmente, existem 23 términas movidas por este insumo no Brasil.

Alguns defensores da medida podem alegar desenvolvimento de regiões do país, onde a atividade impacta significativamente a economia de municípios. Infelizmente, acredito que com evolução da sociedade, caso a gente busque a perpetuidade do Planeta, algumas atividades precisarão ser eliminadas e outras devem surgir em seu lugar. Claro que no início é complicado, mas as pessoas podem se adaptar e criar novas formas de renda. Isso já aconteceu com vários setores e nem por isso vivemos hoje em condições muito piores das que vivíamos há 50 anos, por exemplo.

O presidente Michel Temer pode vetar a MP, atitude recomendada pelo Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Os ambientalistas estão pressionando o governo. A depender dos resultados desse impasse, podemos ter um indicativo melhor das reais intenções brasileiras em relação à questão climática global. Aguardemos os próximos capítulos, torcendo para que o país não regrida e sim invista em novas alternativas, cada vez mais importantes aqui e em outros lugares do mundo, como a energia eólica e a solar, por exemplo, sem falar das hidrelétricas, responsáveis por 80% da  geração no Brasil.

Imagem: Pixabay

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Brasil ratifica acordo climático internacional


 

Em meio a tantas notícias negativas, esta semana tivemos um fato para comemorar. Na segunda, dia 12, o governo brasileiro ratificou o Acordo de Paris sobre as mudanças climáticas. O projeto tinha sido aprovado pela Câmara dos Deputados em julho. Com isso, o Brasil se compromete a reduzir a emissão de gases de efeito estufa em 37%, até 2025, e em 43%, até 2030, na comparação com os índices registrados em 2005. Agora, para que seja real, o próximo passo é a transformação do acordo em Lei, mas isso deve ocorrer apenas após começar a vigorar internacionalmente. Para isso, 55 países responsáveis por 55% das emissões de gases de efeito estufa devem ratificar o documento. Até o momento,  27 países geradores de 39,08% das emissões globais confirmaram.

O Acordo de Paris foi firmado em 2015, na França, durante a Conferência do Clima COP 21. Determina que os 195 países signatários desenvolvam ações para que a temperatura da Terra  sofra uma elevação abaixo de 2ºC, limitando o aumento em 1,5°C. Na próxima semana, os líderes globais que já se comprometeram com o acordo firmarão um compromisso público na sede da ONU, em Nova York, entre eles estarão os representantes da China e dos Estados Unidos, as duas nações que mais emitem gases de efeito estufa, 20,09% e 17,89%, respectivamente. O Brasil responde por apenas 2,48%. E o resultado das eleições nos Estados Unidos pode impactar de forma drástica o Planeta, já que, segundo dizem, Donald Trump não acredita no aquecimento global. Sinal muito ruim.

Voltando ao Brasil, para que o país alcance esses objetivos, precisará aumentar a participação de fontes renováveis na matriz energética, zerar o desmatamento da Amazônia Legal e restaurar 12 milhões de hectares de florestas até 2030. A meta é ambiciosa, mas precisa ser cumprida. Provavelmente este ano será o mais quente da história, e o verão de 2017 promete. Espero que essa ratificação seja genuína e não uma ação reputacional do governo. Vamos acreditar nisso. Além disso, o nosso compromisso não menciona a base de 2005 que será utilizada, informação importante, já que existem divergências no cálculo que podem gerar variações de até 25%. Como indicam os números, a responsabilidade do Brasil no bolo total é pequena, mas os impactos aqui são significativos. É o Planeta mostrando como dependemos uns dos outros.


 

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Poluição orgânica e patogênica de rios aumenta 50%

Nas últimas semanas tenho estado um pouco ausente. A correria do dia a dia vem comprometendo a minha rotina de posts. Queria retomar a nossa conversa neste espaço com um tema positivo, mas infelizmente a notícia é muito negativa. De acordo com um relatório divulgado ontem pela ONU (UN Environment), a poluição orgânica e patogênica de rios cresceu mais de 50% na América Latina, África e Ásia entre 1990 e 2010. Isso faz com que o risco de contaminação por doenças causadas por organismos presentes na água aumente significativamente, seja pelo contato direto ou indireto, por meio dos alimentos, por exemplo. E como não poderia ser diferente, as pessoas com menos recursos financeiros são as mais afetadas neste contexto, pois estão mais expostas ao risco.

Por intuição, já poderíamos imaginar que a poluição dos rios é maior hoje do que há 20 anos – sabemos que grande parte da população não tem acesso aos sistemas básicos de saneamento, que não são utilizadas as melhores tecnologias para limpeza das águas e que o Planeta segue crescendo. Segundo a ONU, esse cenário é resultado da expansão populacional, do aumento da atividade econômica, da intensificação da agricultura e da ampliação da quantidade de esgoto lançado no ambiente. Na América Latina, a poluição patogênica grave gerada pela descarga de resíduos não tratados afeta um quarto dos rios da região e 25 milhões de pessoas estão expostas ao risco de contaminação. Atualmente, cerca de 3,4 milhões morrem no mundo por ano de doenças relacionadas a esses agentes patogênicos, tais como a cólera, a febre tifóide, a hepatite infecciosa, a poliomielite, as diarreias, entre outras.

E é possível melhorar essa situação. Hoje, já existem tecnologias que podem reduzir a poluição, incluindo sistemas mais avançados de tratamento, reciclagem do insumo e monitoramento do processo. No Vale do Silício (EUA), por exemplo, foi instalado o Centro Avançado de Purificação de Água, que recicla o esgoto e a urina.  É um processo que envolve uma centrífuga para separar as  impurezas, microfiltração, osmose e raios ultravioletas, tornando essa água mais limpa que a potável tradicional.

No Brasil, estamos em uma etapa anterior a esta de melhorar as tecnologias de tratamento e não conseguimos nem ao menos disponibilizar rede de esgoto para a população. O cenário é assustador, segundo o Instituto Trata Brasil: mais de 100 milhões de brasileiros não têm acesso ao serviço de coleta, uma vergonha para um país como o nosso, com incontestável significância política e econômica. Em volume, as capitais brasileiras lançaram 1,2 bilhão de metros cúbicos de resíduos na natureza em 2013. O custo de décadas de inércia é elevado:  seriam necessários R$ 303 bilhões em 20 anos para a universalização da água e do esgoto!

(Foto: Pixabay)


 

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Tinta ilumina por até 12 horas

Como comentei no último post, participei na semana passada de um evento sobre mudanças climáticas que reuniu empresários europeus com tecnologias nesta área e brasileiros que têm interesse no assunto. Lá tive a oportunidade de conhecer algumas soluções muito interessantes com foco em energia eficiente, tema deste primeiro encontro. Vou compartilhar com vocês, em alguns posts, produtos que ainda não são vendidos aqui, mas que devem ingressar no nosso mercado em breve.

A EnerPaint, empresa com sede no Reino Unido, apresentou uma tinta que absorve a energia solar ou outra fonte de luz e, a partir desse processo, ilumina um ambiente por até doze horas. A inovação utiliza a tecnologia fotoluminescente, que “carregada” durante cerca de dez minutos consegue gerar esse efeito. A luz emitida tem cor verde ou turquesa.

Este produto pode ser aplicado em diversos tipos de lugares, mas a aposta da empresa são as rodovias e os aeroportos, que pintados com esta tinta podem gerar energia própria, o que aumenta a segurança dos usuários  a partir de um baixo impacto ambiental. De acordo com a empresa, cada luz de rua gasta em média, por ano, 800 kWh. Considerando que no mundo existem cerca de 280 milhões lâmpadas de ruas, anualmente o consumo atinge 224 tWh, o que equivale a emissão de gases de efeito estufa de 33,2 milhões de carros de passeio utilizados por um ano.

 


 

 

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Projeto para ampliar a sustentabilidade de empresas

Vez ou outra encontramos aqui no Brasil ideias muito boas para reduzir o nosso impacto no mundo. E eis aqui um exemplo. Por meio do projeto Low Carbon Business Action in Brazil (LCBA), a União Europeia criou um programa para ampliar a sustentabilidade ambiental, assim como a competitividade de Pequenas e Médias empresas brasileiras. A partir de rodadas de negócios, chamadas de Missões de Matchmaking, esses empreendimentos têm contato com companhias europeias que já possuem tecnologias sustentáveis. Com isso, o objetivo é que durante essas missões acordos de cooperação sejam firmados, os quais serão acompanhadas pela própria União Europeia durante as etapas de formulação dos projetos conjuntos e de apresentação das propostas de financiamento.  Muito bom, não é? E eu, para minha alegria, estou contribuindo um pouquinho com esta ação, como Relações Públicas, na organização das missões.

O primeiro desses encontros ocorre entre os dias 8 e 12 de agosto em São Paulo e terá como foco o aumento da eficiência energética em edificações. Participarão 17 empresas europeias e 38 brasileiras. O programa de Missões de Matchmaking compreende um total de oito encontros empresariais até o final de 2017, visando envolver PMEs das áreas de Atividades Florestais, Agricultura, Processos Industriais, Produção e Consumo de Energia, Biomassa, Gestão de Resíduos Sólidos e Aquicultura, além de Eficiência Energética em Edificações e na Indústria. A expectativa é que as oito Missões gerem até 80 acordos de cooperação bilateral.  Se o planejado ocorrer, certamente as pequenas e médias empresas do Brasil darão um passo importante para uma economia de baixo carbono.

(foto:Pixabay)


 

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CO2 vira pedra em apenas dois anos

Imagine transformar o dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera em pedra? Incrível e maravilhoso, não é? Esta tecnologia já existe e está sendo testada na Islândia. Considerando que o CO2 é um dos principais gases causadores do efeito estufa e, consequentemente, do aquecimento global, uma descoberta como esta pode ajudar na reversão deste cenário tão perigoso para o Planeta.

O projeto CarbFix captura e armazena o carbono, o que já vem sendo feito em alguns lugares do mundo, como no Canadá, por exemplo. A diferença é que, segundo artigo publicado pela revista Science, os cientistas verificaram a transformação do carbono em pedra em apenas dois anos, um tempo considerado extremamente curto para os padrões conhecidos. Esse novo processo apresenta resultados permanentes e não paliativos ou suscetíveis a algum acidente. No método existente até então, o CO2 era injetado em forma gasosa ou líquida no subsolo, gerando o risco de escapar para o meio ambiente e demandando a necessidade de um monitoramento constante por até séculos.

A CarbFix dissolveu o CO2 em água, aplicando-o em rochas vulcânicas, chamadas basálticas, que possuem cálcio, magnésio e ferro, substâncias que reagem com o carbono. E, segundo a iniciativa, essas rochas são encontradas em várias regiões do mundo, compondo os solos dos oceanos, por exemplo. Somando essa característica ao fato de o processo de conversão em pedra ser relativamente rápido e demandar menos monitoramento e menos investimentos, essa descoberta abre caminho para a replicação da tecnologia em uma escala global.

Mais uma opção está sendo apresentada. Agora a bola está com os governos e com a iniciativa privada.

(Foto:Pixabay)


 

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Curitiba terá ciclovia que gera energia

Escrevi esses dias sobre ideias inovadoras com viés de sustentabilidade. No post, mencionei várias invenções, entre elas um sistema instalado no chão de rodovias e avenidas que gera eletricidade. E eis que um projeto semelhante será desenvolvido no Brasil, mais precisamente em Curitiba.  A tecnologia será colocada nos pisos das ciclovias e transformará o som e a vibração das bicicletas em energia, que acionará a sinalização luminosa nos cruzamentos da ciclovias com as ruas e avenidas e abastecerá os sensores de coleta de informações de fluxo.

O projeto será iniciado já neste segundo semestre e deve abranger 18,5 quilômetros. Além de estimular o uso de bicicletas e introduzir um novo modelo de geração de energia no Brasil, a iniciativa não trará custos para a prefeitura de Curitiba, já que faz parte de um acordo financiado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e pelo  ministério da indústria do país asiático, que querem estimular a expansão da tecnologia, criada pela empresa japonesa Soundpower Corporation.

É muito bom ver um projeto como este sendo testado no Brasil e, mais importante ainda, saindo do papel e ingressando na fase de execução. Ações como estas podem ser expandidas para outros lugares, além de estimular os empreendedores a desenvolver tecnologias com foco em sustentabilidade. Um ambiente dinâmico e produtivo é construído por meio de exemplos positivos, e quando esses modelos indicam um abordagem totalmente diferente e voltada para os desafios da humanidade, melhor ainda.

Tenho a impressão que estamos evoluindo, e uma nova geração de empreendedores que buscam aliar tecnologia e sustentabilidade está surgindo no Brasil. E tem contribuído para este avanço o fato de que investidores estão direcionando seus recursos para projetos que gerem lucro e benefícios sociais e ambientais, ou seja, procuram os chamados Investimentos de Impacto. No Brasil, já existem inclusive aceleradoras para este tipo de empresa, como a Artemisia, por exemplo. A organização formata o modelo de negócios, oferece mentoria e capacitação das equipes, além de promover conexões com investidores e potenciais parceiros. A Artemísia já apoiou 79 empresas. E que venham muitos projetos assim!

(foto: Pixabay)


 

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Um espaço para reflexão sobre o nosso impacto no mundo