IBGE passará a medir consumo de água

Na Semana do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de anunciar uma boa notícia. No segundo semestre deste ano, o órgão divulgará quanto cada atividade econômica, cada produto ou cada pessoa consome de água. Em um segundo momento serão calculados os impactos em relação à energia, às florestas e ao uso da terra.

Este é um importante passo para a redução do consumo e para a utilização mais consciente do insumo. Acredito realmente que fica mais fácil levar adiante uma mudança quando sabemos onde estamos e onde queremos chegar.  O IBGE segue um padrão para levantamento das contas ambientais estabelecido em 2012 pela ONU, e há quatro anos trabalha em conjunto com a Agência Nacional de Águas neste projeto. Segundo a instituição, apenas Brasil, Austrália, Colômbia e Canadá encontram-se em estágio mais avançado neste quesito.

Por outro lado, o consumo diário de água no Brasil é de 166 litros por pessoa, 50% acima dos 110 litros recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, temos um grande problema, a ineficiência no sistema de distribuição. Atualmente, o índice de desperdício por vazamento gira em torno de 37%. Em alguns estados a situação é ainda pior. No Acre, por exemplo, as perdas chegam a 60%!

(foto: Pixabay)


 

Somos todos responsáveis

Muitos brasileiros ficaram enojados e revoltados com o estupro coletivo que ocorreu esta semana no Rio de Janeiro. Foram 30 homens contra uma mulher. Covardia, violência, barbárie. Podemos preencher esta página só com palavras negativas que tentam descrever este triste episódio. Eu vejo isso, primordialmente, como falta de respeito e consideração pelo próximo. Essa falta de respeito e consideração aparece em vários momentos da nossa vida, seja no trânsito, no trabalho, na escola, nas ruas, ou seja, na maioria das interações diárias, em situações corriqueiras, mas infelizmente, algumas vezes, é exteriorizada em circunstâncias extremas, como esta. E neste caso horrível, a falta de respeito e consideração foi potencializada pelo fato de a vítima ser uma mulher, alvo constante em uma sociedade machista.

E esse tipo de comportamento não está longe da gente, até porque nós o praticamos sem perceber. E sem perceber, as pessoas transformam, cada vez mais, o mundo em um lugar onde o eu prevalece, onde não existe o bem-estar do outro, onde nos fechamos na nossa realidade e a da nossa família e tudo o que está fora disso não merece o mesmo respeito e consideração. Dessa forma, vivemos alienados, achando que esse mundo exterior não pode nos alcançar e nos ferir também. Bobos, acreditamos que a nossa redoma nos protegerá e, pior, que não fazemos parte dessa bagunça toda. Pura ilusão. Achamos que o diabo é o outro e nos esquecemos o quanto contribuímos diariamente para fomentar esse comportamento social egoísta.

A situação do Planeta nada mais é do que resultado desse nosso egocentrismo e falta de consideração com o próximo. Estamos destruindo o nosso mundo, mas continuamos reclamando e culpando o outro pelas catástrofes. A corrupção no Brasil segue a mesma lógica. Somos honestos, mas o povo em Brasília rouba. O que quero dizer é que comportamentos ruins acabam gerando situações nocivas. É hora de repensar nossas atitudes, pois, no final, tudo faz parte do mesmo ecossistema e a conta pode ser cara.

(foto:Pixabay)


 

Os meses mais quentes da história

Gente, a temperatura está subindo. Não podemos ignorar os alertas. O mundo teve os últimos 12 meses mais quentes da história, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos. Isso mesmo. Todos esses meses atingiram recordes. Em abril de 2016, a temperatura foi 1,1°C maior que a média obtida no século XX. E hoje vi uma notícia que me deixou assustada. Phalodi, uma cidade no Norte da Índia, apresentou ontem, dia 19 de maio, a maior temperatura já vista no país, 51°C, batendo a marca anterior de 50,6°C .

Sei que o tema não é animador para um final de semana, mas o considero importante para provocar reflexão e ação. E sim, precisamos de políticas e investimentos públicos e de iniciativas concretas por parte das empresas.

Só para lembrar, o aquecimento global pode gerar diversos tipos de desastres naturais e situações extremas, como secas, inundações, tempestades, incêndios e ondas de calor. A tendência é piorar as condições de regiões secas e úmidas, ampliando essas características até tornar esses locais inabitáveis. Não podemos deixar isso acontecer. É nosso dever preservar o planeta para as gerações futuras.

Sustentabilidade na construção avança no Brasil

A construção civil e a infraestrutura são áreas essenciais para a sociedade, mas geram um impacto ambiental significativo, seja com o desperdício de materiais, com a utilização de tecnologias que nem sempre são as mais eficientes ou com a instalação de estruturas pouco adequadas a um ambiente cada vez mais hostil.

Alguns fatos recentes sinalizam um panorama animador. A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) acaba de aprovar um Projeto de Lei do Senado que pode impulsionar a sustentabilidade na construção civil no Brasil. Construções com tecnologias para melhorar o conforto término dos moradores e reduzir o consumo de água e energia  poderão ser beneficiadas com incentivos fiscais. Agora a matéria será examinada em Plenário.

Um outro estímulo que vem de fora. A União Europeia criou o projeto Low Carbon Business Action in Brazil, que pretende aproximar 720 pequenas e médias empresas do Brasil e da Europa entre agosto de 2016 e dezembro de 2018. A ideia é promover rodadas empresariais para fomentar a troca de experiências com foco em uma economia de baixa emissão de carbono. E o programa irá abranger oito setores, sendo que o primeiro deles será o de edifícios e construção, com o objetivo de ampliar a sustentabilidade na construção civil. As inscrições para tentar fazer parte do grupo ficam abertas até 8 de junho.  De 8 a 12 de agosto, os participantes selecionados acompanharão palestras, apresentações de cases, demonstrações de tecnologias disponíveis e visitarão empresas. Após o evento, também contarão com assistência e acompanhamento de negócios. Estarão presentes, além dos empresários, representantes de instituições setoriais, órgãos públicos, entidades bilaterais de promoção do comércio internacional, agentes de negócios, provedores de serviços, consultorias ambientais e financeiras, entre outros.

Outra iniciativa que merece destaque é o projeto 100 Resilient Cities, da Fundação Rockefeller. A organização quer ampliar a resiliência urbana, que nada mais é do que a capacidade dos indivíduos , comunidades, instituições , empresas e sistemas de sobrevivência, adaptação e crescimento, independentemente do stress crônico ou choque agudo que experimentarem. E dentro desse stress crônico ou choque agudo estão terremotos, enchentes, doenças, ataques terroristas, altas taxas de desemprego, transporte público ineficiente, violência e escassez de comida e água.  E o Brasil é representado dentro do programa por Porto Alegre e Rio de Janeiro. A capital gaúcha já lançou a sua estratégia de resiliência, que prevê, entre outras coisas, a revitalização de um distrito, a atualização do plano de transportes e mobilidade urbana e o fortalecimento da estrutura e das ações de defesa civil.

Porto Alegre lança estratégia de resiliência, do programa 100 RESILIENT CITIES
Estratégia de resiliência de Porto Alegre está disponível para consulta

(legenda da foto principal: Fincube, casa modular e sustentável construída na Itália)


 

Quer reduzir as despesas com energia?

Você sabia que os eletrônicos utilizam energia mesmo quando não estão trabalhando? Sim…. Segundo estudos, este consumo responde por 20% dos gastos mensais das residências com eletricidade.  E existem alguns vilões em nossas casas, tais como:

Carregadores: gastam, mesmo quando não estão com equipamento conectado para recarga de energia. Após o uso, tire o carregador da tomada.

Cabos, em especial aqueles que possuem uma caixinha preta (conversor) no meio : eles gastam energia o tempo todo. Dessa forma, mesmo que os equipamentos estejam desligados ou em stand-by, estão consumindo. Precisamos estar atentos às TVs, laptops, impressoras, aparelhos de TV por assinatura, conversores digitais, DVD players, vídeo games, máquinas de café, aparelhos de música e equipamentos que acompanham celulares. Se quer economizar energia, a solução aqui também é tirar da tomada.

Computadores de mesa: você pode ativar o modo de economia de energia, nas configurações, estabelecendo um tempo para a tela entrar em stand-by e, após o uso, também deve desligar o equipamento da tomada. Os laptops não devem ser carregados na tomada o tempo todo enquanto estão em uso. Estraga a bateria e gasta energia.

Para facilitar a nossa vida, existem os plugs com botão para ligar e desligar. Lembrar de fazer essa checagem pode ser um pouco chato, mas, especialistas garantem que esta mudança de hábitos pode ajudar a economizar energia, melhorando o orçamento da família no final do mês. Medida consciente e inteligente, especialmente neste momento de crise no Brasil.

standby-savings

(Gastos com energia no Reino Unido)


 

Encontre facilmente postos de reciclagem

posto de coleta

Alguma vez você já deve ter se deparado com este dilema: o que farei com este produto que não vou mais usar??? São pilhas e baterias, móveis antigos, fios, eletrônicos, eletrodomésticos, óleo e várias outras coisas. Para ajudar você, leitor, veja o que encontrei: um site que indica o posto de coleta mais próximo. Basta selecionar o tipo de material, o CEP e digitar o seu e-mail. Muito bom, não é?

Testei endereços em vários estados brasileiros e deu certo. Confere lá! Este link é disponibilizado pelo eCycle. Vale destacar que o Meu Planeta não tem nenhum tipo de parceria com o site. Decidi publicar, pois esta é uma informação de utilidade pública. Ao digitar o seu e-mail, irá receber conteúdos do eCycle.


 

 

Propósito

Em momentos da vida encontramos pessoas muito apaixonadas pelo que fazem, e seu entusiamo transforma o nosso dia e gera uma vontade de mudar. Isso aconteceu comigo no último sábado, quando visitei pela primeira vez uma feira de orgânicos em minha cidade. Conheci lá o Carlos e sua esposa, que cultivam e vendem vegetais. Conversamos durante um bom tempo e pude perceber nos olhos, gestos e fala dos dois algo muito raro hoje, propósito. O propósito move esses felizardos e contribui para que consigam engajar e encantar outras pessoas. Eles me explicaram sobre a energia das plantas, espécies que afastam insetos, formas de plantio, entre outras coisas. Só sei que voltei para casa renovada, alegre mesmo pela oportunidade de aprender com o casal.

Como moro em uma área rural, tenho em minha casa uma horta. Já colhemos muitas coisas lá: mostarda, jiló, tomate cereja, almeirão, berinjela, quiabo, pimenta, pimentão, além de sálvia, salsinha, tomilho, alecrim, manjericão, coentro e por aí vai… Mas a coitadinha poderia ser melhor cuidada. Quando voltei da feira no sábado, estava muito entusiasmada e comecei a pesquisar sobre o assunto. Me deparei com o exemplo de Ernst Götsch e sua agricultura sintrópica. No ano passado, quando organizei um evento sobre mudanças climáticas, conheci Götsch, que também possui esse brilho nos olhos tão especial. Ele executa uma agricultura que recupera os solos degradados, integrando a produção de alimentos à regeneração das florestas. O adubo para o cultivo é justamente a poda das árvores. Como no meu terreno também tenho uma pequena mata cercada por uma terra degradada, eu e meu marido já traçamos vários planos para melhorar essa situação e, de quebra, ampliar de forma sustentável a produção da nossa horta. Propósito que influencia o outro e  gera atitudes positivas!


 

Conheça os carros mais econômicos e menos poluentes

Recentemente, escrevi sobre o uso de automóveis e o projeto que prevê a liberação da venda de carros de passeio movidos a diesel no Brasil (post Carros a Diesel no Brasil…). Volto a abordar o assunto, pois o Inmetro acaba de divulgar o ranking 2016 do Programa de Etiquetagem da categoria, que lista os carros mais econômicos e aponta o nível de emissão de poluentes, e a boa notícia é que o levantamento traz informações de 90% da frota comercializada no Brasil. Para atender às exigências do programa federal Inovar-Auto, em 2017, todos os modelos vendidos no país devem ser avaliados pelo Inmetro.

Consulte aqui o ranking na íntegra. Não tenho a intenção de divulgar modelos e estimular a compra, mas acredito que a eficiência energética e a capacidade poluidora devem ser consideradas no momento da escolha.  Para se ter uma ideia, os veículos mais limpos emitem, em média, 100 g/km de CO2 e os menos, 300 g/km de CO2. Uma baita diferença. Para facilitar a consulta, separei os modelos melhor avaliados, que receberam nota AA.

Micro compactos: New QQ 1.0 e 1.0 Act (Chery); MOBI Easy (Fiat); e Fortwo 71 cv, 84 cv Cabrio e 84 CV Coupé (Smart).

Sub compactos: Novo Uno Evolution (Fiat); Palio Fire Evo (Fiat); e toda a linha UP (Volkswagen).

Compactos: KA SE e SLE 1.0 (Ford); FIT DX, LX, EX e EXL, todos CVT (Honda); HB20 Confort, Plus e Style 1.0 (Hyundai); toda a linha New March (Nissan); 208 Active MT, Act Pack MT e Allure Pack MT 1.2 (Peugeot); 208 Sport MT e Allure AT 1.6 (Peugeot); Sandero Authentique e Expression 1.0 (Renault); Etios Hatchback X 1.3 M-6, XS 1.5 M-6,  XLS 1.5 M-6, Platinum 1.5 M-6 e Cross 1.5 M-6 (Toyota); Novo Gol Trendline e  Comfortline 1.0 (Volkswagen); e Novo Fox BlueMotion 1.0 (Volkswagen).

Médios: A1 Sportback Attraction 1.4 (Audi); KA+ 4 portas SE e SEL 1.0 (Ford); toda a linha City (Honda); HB20S Plus e Style 1.0 (Hyndai); CT200H  e CT200H F Sport 1.8 (Lexus); toda a linha New Versa (Nissan); toda a linha Etios Sedã e Prius (Toyota); e Novo Voyage Trendline e  Comfortline 1.0 (Volkswagen).

Extra grandes: Fusion Hybrid 2.0 (Ford).