CO2 vira pedra em apenas dois anos

Imagine transformar o dióxido de carbono (CO2) presente na atmosfera em pedra? Incrível e maravilhoso, não é? Esta tecnologia já existe e está sendo testada na Islândia. Considerando que o CO2 é um dos principais gases causadores do efeito estufa e, consequentemente, do aquecimento global, uma descoberta como esta pode ajudar na reversão deste cenário tão perigoso para o Planeta.

O projeto CarbFix captura e armazena o carbono, o que já vem sendo feito em alguns lugares do mundo, como no Canadá, por exemplo. A diferença é que, segundo artigo publicado pela revista Science, os cientistas verificaram a transformação do carbono em pedra em apenas dois anos, um tempo considerado extremamente curto para os padrões conhecidos. Esse novo processo apresenta resultados permanentes e não paliativos ou suscetíveis a algum acidente. No método existente até então, o CO2 era injetado em forma gasosa ou líquida no subsolo, gerando o risco de escapar para o meio ambiente e demandando a necessidade de um monitoramento constante por até séculos.

A CarbFix dissolveu o CO2 em água, aplicando-o em rochas vulcânicas, chamadas basálticas, que possuem cálcio, magnésio e ferro, substâncias que reagem com o carbono. E, segundo a iniciativa, essas rochas são encontradas em várias regiões do mundo, compondo os solos dos oceanos, por exemplo. Somando essa característica ao fato de o processo de conversão em pedra ser relativamente rápido e demandar menos monitoramento e menos investimentos, essa descoberta abre caminho para a replicação da tecnologia em uma escala global.

Mais uma opção está sendo apresentada. Agora a bola está com os governos e com a iniciativa privada.

(Foto:Pixabay)


 

Curitiba terá ciclovia que gera energia

Escrevi esses dias sobre ideias inovadoras com viés de sustentabilidade. No post, mencionei várias invenções, entre elas um sistema instalado no chão de rodovias e avenidas que gera eletricidade. E eis que um projeto semelhante será desenvolvido no Brasil, mais precisamente em Curitiba.  A tecnologia será colocada nos pisos das ciclovias e transformará o som e a vibração das bicicletas em energia, que acionará a sinalização luminosa nos cruzamentos da ciclovias com as ruas e avenidas e abastecerá os sensores de coleta de informações de fluxo.

O projeto será iniciado já neste segundo semestre e deve abranger 18,5 quilômetros. Além de estimular o uso de bicicletas e introduzir um novo modelo de geração de energia no Brasil, a iniciativa não trará custos para a prefeitura de Curitiba, já que faz parte de um acordo financiado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e pelo  ministério da indústria do país asiático, que querem estimular a expansão da tecnologia, criada pela empresa japonesa Soundpower Corporation.

É muito bom ver um projeto como este sendo testado no Brasil e, mais importante ainda, saindo do papel e ingressando na fase de execução. Ações como estas podem ser expandidas para outros lugares, além de estimular os empreendedores a desenvolver tecnologias com foco em sustentabilidade. Um ambiente dinâmico e produtivo é construído por meio de exemplos positivos, e quando esses modelos indicam um abordagem totalmente diferente e voltada para os desafios da humanidade, melhor ainda.

Tenho a impressão que estamos evoluindo, e uma nova geração de empreendedores que buscam aliar tecnologia e sustentabilidade está surgindo no Brasil. E tem contribuído para este avanço o fato de que investidores estão direcionando seus recursos para projetos que gerem lucro e benefícios sociais e ambientais, ou seja, procuram os chamados Investimentos de Impacto. No Brasil, já existem inclusive aceleradoras para este tipo de empresa, como a Artemisia, por exemplo. A organização formata o modelo de negócios, oferece mentoria e capacitação das equipes, além de promover conexões com investidores e potenciais parceiros. A Artemísia já apoiou 79 empresas. E que venham muitos projetos assim!

(foto: Pixabay)


 

Uma luz no fim do túnel

No final da década de 80, início dos anos 90, muito se falava sobre o aerossol e como o seu uso era prejudicial à camada de ozônio. Neste caso, a ação foi rápida e  políticas públicas consistentes eliminaram a tecnologia. E agora estamos colhendo os bons frutos desta mudança, segundo estudo publicado há alguns dias pela revista científica Science. De acordo com pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) que conduziram as pesquisas, o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica está encolhendo!!!

É isso mesmo. Uma ótima notícia para a continuidade da vida no planeta, já que a camada de ozônio protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol, que poderiam acabar com todos os seres vivos do Planeta Terra. Esses buracos sobre a Antártica estão sendo acompanhados desde o final da década de 70, e, mais uma vez, o homem era o principal vilão nesta história, especialmente pela utilização dos clorofluorcarbonetos, ou CFCs, encontrados no aerossol, e também em aparelhos de refrigeração, solventes, entre outros. Assim, em 1987, diversos países assinaram o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a eliminar, em 10 anos, o uso dessa substância danosa, acordo visto por muitos como o mais bem-sucedido da história.

O estudo aponta que o buraco na camada de ozônio foi reduzido em 4 milhões de quilômetros quadrados, área equivalente a 47% do território brasileiro. Deveríamos rezar para que este mesmo engajamento fosse visto em relação ao aquecimento global. É claro que este segundo tema é muito mais complexo e exige mudanças em diversos itens, inclusive no comportamento das pessoas. Vamos torcer para que esta conquista sirva de estímulo e mostre como organização e boa vontade podem gerar muitas coisas positivas.

(Foto: Pixabay)