Bom lembrar que o aquecimento global é real

Com o presidente norte-americano e sua equipe propagando que o aquecimento global não passa de uma invenção para prejudicar os EUA, vale a pena ver este trecho do premiado documentário Chasing Ice (Perseguindo o Gelo), de 2012. O vídeo registra os efeitos das mudanças climáticas e captura na Groenlândia o impressionante e triste derretimento de uma geleira do tamanho da ilha de Manhattan (NY).


 

Trump e o aquecimento global

Queridos, não escrevo há algum tempo. A correria do dia a dia tem atrapalhado um pouco. Vergonha. Ontem, na saída da aula de Yoga, as colegas de turma conversavam sobre o medo que Trump gera em muita gente, seja pela postura agressiva, pelo tratamento aos imigrantes ou então por suas convicções em relação ao meio ambiente. Saí de lá com a obrigação moral de comentar esse último ponto, que merece atenção e muita preocupação, em especial porque estamos falando do líder do segundo maior poluidor do planeta.

Bem, para o nosso pavor, Trump não acredita em aquecimento global. Uma vez ele escreveu em seu Twitter que esse conceito foi criado pelos chineses com o objetivo de tornar a indústria dos EUA não competitiva. As indicações, até o momento, são as piores possíveis.

Esta semana, Myron Ebell, conselheiro muito próximo ao presidente norte-americano e com uma fervorosa postura anti ambientalista, disse estar certo de que Trump se afastará do Acordo de Paris, no qual várias nações, inclusive os EUA, se comprometeram a executar ações para controlar o aquecimento global.

Ebell recebeu a incumbência, durante o período de transição, de escolher as equipes que iriam compor a agência de proteção ambiental do país (EPA). E escolheu: o órgão passou a ser liderado por Scott Pruitt, um advogado ativo na luta anti meio ambiente, que atuou contra as regulações ambientais criadas por Obama, defendendo empresas que integram setores altamente poluidores, como petróleo e carvão, por exemplo . E pasmem. Diversas dessas ações movidas por Puitt são contra a própria EPA. E a gente acha que conflito de interesses só acontece no Brasil. Isso é muito pior e o mundo todo assiste a essas barbaridades de camarote.

E não poderia ser assim, pois essa não é uma questão interna, dos EUA. O impacto desse tipo de política é global. Como o país conseguirá cumprir a sua meta firmada no Acordo de Paris de reduzir as emissões em 28% até 2025 (na comparação com 2005), se seus líderes acreditam que meio ambiente é pura perda de tempo e só serve para atrapalhar o desenvolvimento econômico? O mais provável é que Trump tente encontrar um meio para driblar e evitar o cumprimento desse objetivo. Tudo em nome do crescimento. E pelo jeito já está se movimentando neste sentido. Esta semana, Ebell teve um encontro no gabinete da primeira ministra inglesa, Theresa May. Ninguém sabe ao certo com quem ele falou e qual foi o objetivo da reunião. O que se comenta é a existência de uma eventual afinidade entre Trump e May.

Vamos ficar atentos. É o nosso mundo que está em jogo.

Foto: Pixabay