Arquivo da categoria: Lixo

Encontre facilmente postos de reciclagem

posto de coleta

Alguma vez você já deve ter se deparado com este dilema: o que farei com este produto que não vou mais usar??? São pilhas e baterias, móveis antigos, fios, eletrônicos, eletrodomésticos, óleo e várias outras coisas. Para ajudar você, leitor, veja o que encontrei: um site que indica o posto de coleta mais próximo. Basta selecionar o tipo de material, o CEP e digitar o seu e-mail. Muito bom, não é?

Testei endereços em vários estados brasileiros e deu certo. Confere lá! Este link é disponibilizado pelo eCycle. Vale destacar que o Meu Planeta não tem nenhum tipo de parceria com o site. Decidi publicar, pois esta é uma informação de utilidade pública. Ao digitar o seu e-mail, irá receber conteúdos do eCycle.


 

 

Como plantar com sobras de alimentos

reaproveitamento de alimentos

Encontrei umas dicas ótimas de reaproveitamento de alimentos, utilizando-os como mudas para novos cultivos. De acordo com a FAO, atualmente cerca de 1/3 de todo o alimento produzido no mundo vai para o lixo (perdas e desperdício), o que corresponde a 1,3 bilhão de toneladas por ano. É muita coisa, considerando que ainda hoje uma parte da população do planeta passa fome. Agora, imagine quanto isso representa de perda de água, terra, energia, entre outros insumos utilizados durante o plantio. E o impacto de tudo isso?

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Perdas por categoria (FAO)

Além de inserir na nossa alimentação partes dos alimentos usualmente descartadas e utilizar o lixo orgânico como adubo – podemos falar sobre esses temas em outros posts -, o plantio de sobras aparece como mais uma alternativa. Sei que muitas pessoas moram em apartamentos ou espaços pequenos, mas a dica principal é colocar o vaso ou a vasilha com água perto de uma janela com incidência de sol. Também é preciso regar sempre e, em caso de vasos, utilizar adubos regularmente. Existem opções orgânicas no mercado ou você pode produzir o seu com sobras de alimentos. Fiz esses vasos da foto abaixo para a minha irmã. Também é uma ótima alternativa para presentear amigos.

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Vamos às dicas:

Coentro, manjericão, hortelã, alecrim, aipo, erva cidreira: basta colocar a parte inferior dos talos em um copo com água (cuidado com os mosquitos, troque a água sempre!). Os talos do manjericão devem ser cortados com 10 a 15 cm, deixando as folhas da parte de cima. Quando as raízes atingirem 2 centímetros, pode plantar em um vaso. O hortelã pede muita água

Gengibre: plante o gengibre mesmo, com o broto voltado para cima.

Tomate:  separe as sementes, lave, seque e plante. O tomate cereja é mais resistente.

Cebolinha e alho poró: deixar na água a parte branca da base (imergir 2,5 cm) com um pedaço da parte verde. Troque a água todos os dias. Pode cultivar a cebolinha na água mesmo ou plantar em um vaso.

Alho e cenoura: nestes casos são aproveitadas as folhas. Colocar os dentes de alho e as cabeças da cenoura em um recipiente com água. Depois de alguns dias as folhas começam a brotar. Elas podem ser utilizadas para complementar e temperar pratos.

Alface e repolho: colocar a cabeça em uma vasilha com água. Quando começar a criar raízes e folhas, a muda pode ser plantada na terra. No caso da alface, o cultivo pode ser na água.

Cebola: coloque a parte usualmente descartada da cebola em um recipiente com água e quando aparecerem as raízes plante em um vaso.

Foto do destaque: FAO


 

Um novo olhar sobre o consumo

economia circular
Na economia circular a noção de propriedade é modificada

O que vocês acham de um futuro sem a noção de propriedade sobre TVS, celulares, computadores, fogões, máquinas de lavar roupa e diversos outros bens que facilitam a nossa vida, mas deixam o Planeta cada vez mais cheio de lixo? Neste futuro, possuiríamos a licença de utilização, assim como o serviço de manutenção, e pagaríamos uma taxa por isso. Esse é um dos princípios da economia circular, uma revolução na forma como enxergamos o consumo.

A Época Negócios de abril traz uma entrevista com Ellen MacArthur, criadora da Ellen MacArthur Foundation, que tem buscado convencer empresas de vários lugares do mundo sobre a viabilidade da economia circular. Nessa proposta, os fabricantes redesenhariam o seu modelo de produção atual, assim como a forma de venda e interligação com toda a cadeia. Os produtos antigos seriam reaproveitados no próprio processo produtivo. E em alguns setores, além da recuperação na fábrica, também existe a possibilidade de o material ser regenerado biologicamente, voltando para a natureza.

Quando vejo esse tipo de iniciativa, que une tecnologia e inovação para repensar o nosso futuro, fico confiante. A Comissão Europeia já anunciou um ambicioso pacote de medidas relacionadas à economia Circular, que prevê metas até 2030. E Ellen garante que o conceito pode ser aplicado a qualquer setor da economia, desde que o processo consiga engajar não só empresas, mas também academia, órgãos reguladores e os governos.

A economia circular é uma opção para o problema do esgotamento de recursos e elevada geração de lixo e, segundo a McKinsey, pode ser muito rentável. De acordo com a consultoria, a adoção deste modelo adicionaria à economia US$ 1 trilhão até 2025 e geraria 100 mil novos postos de trabalho.

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Feitos para estragar

Produtos que saem das fábricas já concebidos para não durar muito. Obsolescência Programada é uma estratégia de negócios iniciada nos anos 20 para ampliar as vendas, mas que hoje já deveria ter sido colocada em desuso. Isso porque sabemos que o nosso Planeta tem limites.  Infelizmente, pouca coisa mudou. Comprei há alguns anos uma impressora da HP, que imprimia, tirava cópias e escaneava. Uma super impressora! Recentemente fui assaltada e levaram o computador com o programa do equipamento. Ok, instalei o software em outra máquina. Tudo certo? Não. Concluí a instalação, mas não havia comunicação entre o computador e a impressora. Fiz testes em dois outros computadores, utilizando também o programa disponibilizado no site da fabricante para o modelo. Sem sucesso… Resolvi procurar o serviço de suporte da HP – o atendente me explicou que não poderia me ajudar, pois o canal não tratava de equipamentos mais antigos. Liguei para uma loja. Também não consegui solucionar o meu problema. Fui instruída a falar com o SAC da HP, o qual me informou que nada podia fazer. Ou seja, tenho em casa uma impressora de 2008, pouco usada e que aparenta ser quase nova, mas que não funciona. Não tive coragem de comprar outra. Sigo com a esperança de resolver esse problema.

A Obsolescência Programada é um tema muito sério e não abrange apenas impressoras, mas eletrônicos em geral,  lâmpadas, eletrodomésticos, celulares, tablets, entre diversos outros produtos. Existe um documentário um pouco antigo, de 2011, mas bem interessante, que aborda o assunto. Sugestão da leitora Ariana. Vale a pena assistir. O vídeo mostra diversos exemplos de como a indústria vem conduzindo essa estratégia ao longo de décadas. Entre eles cita o caso das lâmpadas, que em 1924 tinham vida útil de 2500 horas, quando os fabricantes fizeram um cartel e decidiram reduzir esse tempo para aumentar o lucro. Quem não cumprisse, recebia multa. Com isso, iniciou-se um processo de diminuição do tempo de utilização e, em 1940, esse limite caiu para mil horas.

Existem também outros tipos de truques empregados, como o desenvolvimento de itens com desenhos cada vez mais encantadores para seduzir o consumidor e estimulá-lo a comprar mais, mesmo sem necessidade, quando ainda tem em casa um produto semelhante e utilizável. Nesse documentário, Warner Philips, fundador da empresa de lâmpadas LED Lemnis Lighting e cuja família criou a gigante Philips, diz que “não há um mundo ecológico e um mundo dos negócios”. Para refletir.

Li neste mês que a Fundación FENISS (Fundação de Energia e Inovação Sustentável sem Obsolescência Programada), de origem espanhola, lançou o ISSOP (Inovação Sustentável Sem Obsolescência Programada), que certifica os produtos que não usam essa estratégia de negócios. É importante que fique de olho, pois espero que em breve as empresas comecem a aderir a esse novo padrão, o que facilitará a nossa escolha. Enquanto esse selo não chega, sugiro que pense dez vezes antes de descartar algum bem e comprar outro. Eu seguirei buscando na internet alguma solução para a minha impressora…


 

Mais plástico do que peixes nos oceanos

poluição nos oceanos
foto: wonderfulengineering.com

Foto: wonderfulengineering.com

É mais do que óbvio que precisamos reduzir o consumo de plástico, mas eliminar o seu uso é impossível hoje, já que dependemos dele em nossa vida – eletrônicos, brinquedos, utilidades da cozinha, tudo tem plástico. Eu li recentemente uma informação alarmante. De acordo com um estudo da Ellen Macarthur Foundation divulgado no início deste ano, se o consumo crescer conforme o nível projetado e nada for feito, em 2050 a poluição nos oceanos chegará a um nível assustador e encontraremos nos mares mais plásticos do que peixes. É isso mesmo. Estima-se que a produção do material quadruplique até 2050. E, apesar de todas as campanhas e propagandas, segundo a organização, quase todos os plásticos produzidos hoje no mundo são utilizados apenas uma vez – 14% são coletados e 10% reciclados.

E junto com o plástico vem outro problema: o petróleo, matéria-prima para a sua produção. Por ser um combustível fóssil presume-se que a sua queima tenha uma relação direta com as mudanças climáticas. Existem alternativas, como a produção de plástico a partir de matérias-primas renováveis, que se decompõem mais rápido, como a cana-de-açúcar, a mamona, o milho, o óleo de girassol… Mas o custo é elevado e a produção ainda é pequena. Aliás, a questão econômica é outro empecilho. Quando o preço do petróleo está baixo, por exemplo, cai o nível de reciclagem.

Por isso, consumidores mais exigentes e conscientes do seu papel social podem mudar essa dinâmica. Na hora de escolher um produto, podemos optar pelo sustentável, mesmo que o seu custo seja um pouco mais elevado. Assim, mostramos para as empresas que existe mercado para a sustentabilidade. Além disso, não podemos esquecer do mantra: reduzir consumo, optar por itens com menos embalagens, utilizar um bem até o seu fim, buscar uma destinação correta.  E, claro, precisamos de políticas governamentais. Mas uma coisa não elimina a outra.


 

Kit rua

Muitas vezes algumas pequenas mudanças podem gerar grandes benefícios. Basta olhar para o nosso dia a dia que identificamos várias possibilidades. Quantas embalagens desnecessárias utilizamos, e depois as descartamos em lixeiras espalhadas pelas ruas ou em casa mesmo? Poderíamos poupar muito com um pouco de planejamento. Que tal começarmos a andar com um pequeno kit? Uma sacola retornável, uma garrafa – para a água que leva de casa ou para um suco ou um café que comprar durante do dia –  e, eventualmente, uma bolsinha ou um pote para um lanche.

No início é difícil, e falo por experiência própria, mas acho que com o tempo assumimos essa atitude como um hábito. A partir daí tudo fica mais fácil. Ainda não me acostumei, mas logo vou conseguir. E a mudança começa em casa. Para montar o seu kit rua faz mais sentido que os alimentos sejam comprados em porções maiores, assim como a água que pode ser filtrada ou de galões de 20 litros. Dá para perceber que esse tipo de comportamento é mais saudável. Evitamos, por exemplo, comer aquela fritura maravilhosa para os olhos quando a fome aperta.

É mais fácil esse hábito ser adquirido por mulheres, pois sempre saímos com uma bolsa. Agora os homens precisariam passar a utilizar uma mochila. Mas, no final, esse pequeno esforço vale a pena. Veja quantos benefícios: reduz a geração de lixo, você gasta menos e se alimenta melhor.

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Telhas de PET

telhas de PET
As garrafas PET transformadas em telhas
telhas de PET
As garrafas projetadas têm um formato especial

Pessoal, olha que genial. Um empreendedor canadense, Donald Thomson, que vive há muitos anos na Costa Rica, descobriu um novo uso para as garrafas PET de água. Ele criou uma empresa de água mineral, a Agua Costa Rica, e uma forma de reutilização que não dá à embalagem o mesmo fim que já possuía, mas sim possibilita que ela tenha uma nova função: nada mais nada menos do que telhas de PET para residência. E por ser um material barato, a iniciativa também tem um fim social, pois pode contribuir para melhorar as condições de vida da população mais carente. Incrível, não é?

Com um formato especial, essas garrafas, depois de utilizadas, são prensadas manualmente e podem ser preenchidas com material isolante acústico ou térmico. Os estudos para o uso das telhas de PET são conduzidos por uma organização, também criada pelo empresário, chamada Center for Regenerative Design & Collaboration (CRDC).