Mais plástico do que peixes nos oceanos

poluição nos oceanos
foto: wonderfulengineering.com

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É mais do que óbvio que precisamos reduzir o consumo de plástico, mas eliminar o seu uso é impossível hoje, já que dependemos dele em nossa vida – eletrônicos, brinquedos, utilidades da cozinha, tudo tem plástico. Eu li recentemente uma informação alarmante. De acordo com um estudo da Ellen Macarthur Foundation divulgado no início deste ano, se o consumo crescer conforme o nível projetado e nada for feito, em 2050 a poluição nos oceanos chegará a um nível assustador e encontraremos nos mares mais plásticos do que peixes. É isso mesmo. Estima-se que a produção do material quadruplique até 2050. E, apesar de todas as campanhas e propagandas, segundo a organização, quase todos os plásticos produzidos hoje no mundo são utilizados apenas uma vez – 14% são coletados e 10% reciclados.

E junto com o plástico vem outro problema: o petróleo, matéria-prima para a sua produção. Por ser um combustível fóssil presume-se que a sua queima tenha uma relação direta com as mudanças climáticas. Existem alternativas, como a produção de plástico a partir de matérias-primas renováveis, que se decompõem mais rápido, como a cana-de-açúcar, a mamona, o milho, o óleo de girassol… Mas o custo é elevado e a produção ainda é pequena. Aliás, a questão econômica é outro empecilho. Quando o preço do petróleo está baixo, por exemplo, cai o nível de reciclagem.

Por isso, consumidores mais exigentes e conscientes do seu papel social podem mudar essa dinâmica. Na hora de escolher um produto, podemos optar pelo sustentável, mesmo que o seu custo seja um pouco mais elevado. Assim, mostramos para as empresas que existe mercado para a sustentabilidade. Além disso, não podemos esquecer do mantra: reduzir consumo, optar por itens com menos embalagens, utilizar um bem até o seu fim, buscar uma destinação correta.  E, claro, precisamos de políticas governamentais. Mas uma coisa não elimina a outra.


 

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2 opiniões sobre “Mais plástico do que peixes nos oceanos”

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