Investimentos em carvão mineral

Novos investimentos em carvão mineral

Hoje, sexta-feira, dia 4 de novembro, entra em vigor oficialmente o Acordo do Clima de Paris, que tem como objetivo manter a elevação da temperatura da terra abaixo dos 2°C, limitando o aumento a no máximo  1,5°C. O acordo foi ratificado por 92 países, inclusive pelo Brasil, que se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37%, até 2025, e em 43%, até 2030, na comparação com os índices registrados em 2005. Só que na contramão deste compromisso, o Congresso Nacional aprovou no dia 19 de outubro a Medida Provisória 735, a MP do setor elétrico, que prevê em seu artigo 20 a implantação de novas termelétricas a carvão mineral, que entrem em operação entre 2023 e 2027.

Muito estranho isso, não? É possível que a assinatura de um compromisso internacional tenha sido uma jogada de marketing  e não uma preocupação genuína com o destino do Planeta ou o Congresso Nacional está totalmente perdido e não sabe ao menos quais são as fontes emissoras de gases de efeito estufa?  Total incoerência??? Estima-se que o carvão mineral seja responsável por quase 1/3 das emissões de CO2 globais. Atualmente, existem 23 términas movidas por este insumo no Brasil.

Alguns defensores da medida podem alegar desenvolvimento de regiões do país, onde a atividade impacta significativamente a economia de municípios. Infelizmente, acredito que com evolução da sociedade, caso a gente busque a perpetuidade do Planeta, algumas atividades precisarão ser eliminadas e outras devem surgir em seu lugar. Claro que no início é complicado, mas as pessoas podem se adaptar e criar novas formas de renda. Isso já aconteceu com vários setores e nem por isso vivemos hoje em condições muito piores das que vivíamos há 50 anos, por exemplo.

O presidente Michel Temer pode vetar a MP, atitude recomendada pelo Ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho. Os ambientalistas estão pressionando o governo. A depender dos resultados desse impasse, podemos ter um indicativo melhor das reais intenções brasileiras em relação à questão climática global. Aguardemos os próximos capítulos, torcendo para que o país não regrida e sim invista em novas alternativas, cada vez mais importantes aqui e em outros lugares do mundo, como a energia eólica e a solar, por exemplo, sem falar das hidrelétricas, responsáveis por 80% da  geração no Brasil.

Imagem: Pixabay

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2 opiniões sobre “Novos investimentos em carvão mineral”

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