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Os jovens no mundo

Duas notícias desta semana nos fazem refletir sobre os caminhos que seguimos e  os fatores que nos levam a eles. Ao mesmo tempo em que o Brasil parou  com o assassinato de alunos de uma escola pública e funcionários, ato cometido por jovens, leio que  adolescentes de várias regiões do mundo organizaram uma greve pelo clima.

O que gera essas diferenças gritantes de comportamento e visão de mundo e empurra um para o lado A e outro para o lado B? No Brasil, 23% dos jovens não trabalham e nem estudam, são os nem-nem, termo que vem ganhando, infelizmente, cada vez mais corpo dentro da sociedade. Isso não significa que essas pessoas estão paradas. Segundo pesquisas, muitas buscam encontrar um emprego, mas sem sucesso, especialmente devido à situação crítica do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego entre aqueles que têm de 18 a 24 anos é o dobro da registrada na população em geral  e ultrapassa 26%. Outro estudo indica que, no ano, 1 em cada quatro jovens entre 15 e 17 anos abandona seus estudos . Ou seja, temos uma geração em um limbo social, que pode perder as perspectivas de futuro.

À questão social adiciona-se outra característica preocupante, a desestruturação familiar, provocada, na maior parte dos casos, pela ausência física ou emocional dos pais ou de um responsável. A criança cresce com falta de carinho, muitas vezes vítima de violência, sem conhecer limites. Algumas acabam desenvolvendo problemas de comportamento. Estima-se que 10% dos adolescentes sofram de depressão no país. Além disso, uma pessoa exposta a condições de abandono está mais propensa a nutrir sentimentos negativos e rancor. Neste sentido, percebe-se aí que assédios, como o bullying, por exemplo, podem afetar com mais intensidade os que estão nesta condição.  Pesquisa feita nos EUA com assassinos que conduziram massacres aponta que a maior parte sofria bullying.

Este mesmo estudo feito nos EUA identificou que a maioria tinha  acesso a armas dentro de casa, o que inegavelmente acaba facilitando o ato, pois o jovem passa a ver aquele instrumento de forma mais natural. O culto à violência dentro da sociedade é outro fator que empodera aqueles que já vêm sendo massacrados pela vida e se agarram às piores escolhas para encontrar uma saída para sua situação. Enfim, seguir pelo caminho A ou B não depende apenas de uma coisa, mas sim é resultado de um conjunto de cenários, que, juntos, podem se apresentar de forma explosiva.

E no outro lado dessa história, na mesma semana, estão jovens de 150 países preocupados com o aquecimento global. Em um ato, no dia 15 de março, foram para as ruas protestar contra as mudanças do clima. Neste caso, a consciência da importância da coletividade e de olhar para além dos seus muros impera. E  surge aqui uma outra perspectiva, a visão de futuro, que aqueles jovens de São Paulo, perderam em algum momento da vida.

Como sociedade que quer deixar um planeta habitável para as próximas gerações precisamos agir para tentar eliminar todos os ingredientes que podem gerar a combinação explosiva. Cada um tem um papel. Os cidadãos que têm filhos, e eu me incluo neste grupo, precisam repensar a forma como estão criando essas crianças. A conexão emocional, a imposição de limites com amor, tudo isso se faz presente? O dia a dia é difícil e precisamos sempre respirar antes de agir e falar. Sei bem disso e como não é simples. Mas precisamos nos esforçar. Para os que têm ou não filhos, deveriam considerar se sua postura social não transmite ódio e intolerância às diferenças, sejam raciais, de gênero, de posições políticas, e se não estão contribuindo para ampliar a consciência coletiva da violência. Os governos  precisariam cumprir a sua razão de ser, com a criação de políticas que estimulem os empregos e a educação inclusiva, estimulante e alinhada às transformações da sociedade.  As empresas, com um olhar mais equilibrado sobre o lucro e a distribuição de riqueza, devem agir em prol do desenvolvimento social e da empregabilidade, até porque se não fizerem isso não terão mercado consumidor suficiente para suportar seu crescimento futuro. Um mundo melhor, nas perspectivas sociais e ambientais, poderá emergir sobre essas bases modificadas e melhoradas.

Gente e tecnologia

Há tanto tempo não passo aqui. O dia a dia tem sido corrido. Muito trabalho e mais um bebê na minha vida.  Apesar desta ausência, as minhas reflexões sobre os nossos desafios estão mais vivas do que nunca, especialmente neste momento de crescimento da família. Desses desafios, o que mais me intriga, em alguns momentos me encanta e diversas vezes me incomoda é como conseguiremos lidar com a tecnologia de forma positiva.

As transformações da sociedade estão ocorrendo rapidamente  e não sei como a humanidade acompanhará isso. Li esses dias que a inteligência artificial deixará 800 milhões sem empregos em 2030. Logo ali. Assustador, especialmente para quem tem filhos. O que faremos daqui a alguns anos? Será que a sociedade se organizará de outra forma e conseguirá alocar todo mundo? E quem não tem acesso a uma educação de qualidade, como se colocará neste contexto? Viveremos em um estado de barbárie, com muitos nas ruas sem ter o que fazer, o que comer e como sobreviver? Ou a tecnologia encontrará as soluções para esses problemas e proverá as necessidades básicas da população? Espero que sim… Que surjam mentes brilhantes e cheias de humanidade (recebi ontem uma mensagem de uma amiga desejando humanidade para 2018. Que assim seja Leonor!)  capazes de organizar a sociedade de forma a superar todos esses desafios.

Então vamos olhar a metade cheia do copo. Se as pessoas passarem a ser vistas como o centro de qualquer transformação, a tecnologia pode ser uma grande aliada da humanidade em várias questões, como o meio ambiente. Há um ano e meio venho trabalhando com o programa Low Carbon Business Action in Brazil e neste tempo tive acesso a soluções bem interessantes na área de geração de energia renovável e reaproveitamento de resíduos. Coisas daqui e da Europa, já que o programa é promovido pela União Europeia.  Conheci um pessoal do Rio Grande do Sul. Essa turma descobriu formas de reaproveitar diversos tipos de resíduos, transformando-os em produtos finais ou insumos com um nível de resistência muito bom para diversos tipos de indústria. Instalam pequenos aparelhos de reciclagem e  conseguem desenvolver coisas incríveis, customizadas, a depender das necessidades. A empresa criou um programa com os próprios catadores, que coletam e geram o produto final a partir do insumo. Assim, contribui com o meio ambiente e  com a geração de renda. E melhor, o pessoal que conduz essa empresa  realmente quer promover transformação social. Existe uma motivação genuína por trás desse negócio. São nessas mentes brilhantes com propósito que acredito, e  um exemplo como este nos mostra que nem tudo está perdido.

Acho que a tecnologia também pode acabar com a fome no mundo, se as práticas de cultivo e plantio evoluírem nos próximos anos. As fazendas urbanas, nas fachadas dos prédios, a produção de carne em laboratório, considerando que dificilmente o mundo  irá virar vegetariano e a forma atual de criação de animais não se sustenta por muito tempo do ponto de vista ambiental, são alternativas bem interessantes. Tem coisas que parecem saídas da série Black Mirror, mas estão mais próximas da nossa realidade do que muitos imaginam.

Outra frente promissora é a da saúde. Os avanços na área da medicina têm permitido diagnosticar uma doença muito antes de surgir. Sem falar no tratamento, que evolui exponencialmente. E o melhor de tudo isso é que em um mundo colaborativo, as soluções são pulverizadas e envolvem pessoas de diversas áreas, com diferentes formações. Plataformas de incentivos lançam desafios, os quais engajam gente curiosa de qualquer lugar do mundo. Médicos, engenheiros, matemáticos, todos juntos podem encontrar soluções para uma doença, por exemplo. Por que um mecanismo da engenharia não poderia ser aplicado no contexto da medicina? Em um mundo conectado pela tecnologia tudo é possível.

Convido a todos neste final de ano a colocar muitas vibrações positivas para que esses avanços que conquistamos nos últimos anos e os novos que surgem a cada minuto sejam utilizados de forma positiva, em prol da humanidade e não de interesses financeiros ou de governos.


 

Indignação que gera ação

Muitas vezes os bons sentimentos e as atitudes mais nobres e inspiradoras surgem em momentos adversos, após algum trauma ou acontecimento ruim. Nestes últimos dias, o ato insensato de Donald Trump, um ser humano com visão limitada sobre o que é ser humano, no sentido mais amplo da palavra, motivou a união, o engajamento e a ação. Vejam que o presidente chegou a justificar que as metas de redução previstas para o país seriam uma forma de prejudicar a competitividade norte-americana. Ou seja, o aquecimento global, um fato, para Trump é uma invenção para acabar com os Estados Unidos. O que podemos esperar de uma pessoa com esta mentalidade?? E pior, a pessoa em questão lidera uma das nações mais poluidoras do mundo.

Após Donald Trump anunciar sua intenção de retirar os Estados Unidos do Acordo de Paris, no qual 196 nações se comprometeram a diminuir suas emissões para conter os efeitos do aquecimento global, diversos agentes se posicionaram enfaticamente sobre o tema. A União Europeia e a China reforçaram sua participação no Acordo e prometeram liderar esse processo. Ao mesmo tempo, nos Estados Unidos, governadores indicaram que continuarão trabalhando para que a meta de redução das emissões seja cumprida em seus respectivos estados. Além disso, grandes grupos norte-americanos, tais como GE, Microsoft, Google, Apple, Coca-Cola, entre outros, também ratificaram o compromisso com o clima e se posicionaram contra a decisão do presidente do país.

Estas manifestações mostram que é possível encarar um problema de frente  e ter uma atitude positiva diante dele. A ação individual somada a várias outras ações individuais podem impactar e transformar o todo. Mais do que nunca precisamos assumir o nosso papel como cidadãos que buscam ainda um futuro para o Planeta – enquanto é tempo. Vamos fazer o que está ao nosso alcance: consumir menos, reaproveitar, utilizar conscientemente insumos como água e energia e ensinar esses comportamentos para nossos filhos e família. Não só neste Dia Mundial do Meio Ambiente,  mas na nossa rotina diária,  esta pode ser uma boa forma de manifestação, se você, como eu, ficou ficou indignado com a atitude de Trump. Assim protestamos ativamente, não só com palavras, mas fazendo algo de efetivo para o nosso Planeta.

Imagem: Pixabay


 

Bom lembrar que o aquecimento global é real

Com o presidente norte-americano e sua equipe propagando que o aquecimento global não passa de uma invenção para prejudicar os EUA, vale a pena ver este trecho do premiado documentário Chasing Ice (Perseguindo o Gelo), de 2012. O vídeo registra os efeitos das mudanças climáticas e captura na Groenlândia o impressionante e triste derretimento de uma geleira do tamanho da ilha de Manhattan (NY).


 

Trump e o aquecimento global

Queridos, não escrevo há algum tempo. A correria do dia a dia tem atrapalhado um pouco. Vergonha. Ontem, na saída da aula de Yoga, as colegas de turma conversavam sobre o medo que Trump gera em muita gente, seja pela postura agressiva, pelo tratamento aos imigrantes ou então por suas convicções em relação ao meio ambiente. Saí de lá com a obrigação moral de comentar esse último ponto, que merece atenção e muita preocupação, em especial porque estamos falando do líder do segundo maior poluidor do planeta.

Bem, para o nosso pavor, Trump não acredita em aquecimento global. Uma vez ele escreveu em seu Twitter que esse conceito foi criado pelos chineses com o objetivo de tornar a indústria dos EUA não competitiva. As indicações, até o momento, são as piores possíveis.

Esta semana, Myron Ebell, conselheiro muito próximo ao presidente norte-americano e com uma fervorosa postura anti ambientalista, disse estar certo de que Trump se afastará do Acordo de Paris, no qual várias nações, inclusive os EUA, se comprometeram a executar ações para controlar o aquecimento global.

Ebell recebeu a incumbência, durante o período de transição, de escolher as equipes que iriam compor a agência de proteção ambiental do país (EPA). E escolheu: o órgão passou a ser liderado por Scott Pruitt, um advogado ativo na luta anti meio ambiente, que atuou contra as regulações ambientais criadas por Obama, defendendo empresas que integram setores altamente poluidores, como petróleo e carvão, por exemplo . E pasmem. Diversas dessas ações movidas por Puitt são contra a própria EPA. E a gente acha que conflito de interesses só acontece no Brasil. Isso é muito pior e o mundo todo assiste a essas barbaridades de camarote.

E não poderia ser assim, pois essa não é uma questão interna, dos EUA. O impacto desse tipo de política é global. Como o país conseguirá cumprir a sua meta firmada no Acordo de Paris de reduzir as emissões em 28% até 2025 (na comparação com 2005), se seus líderes acreditam que meio ambiente é pura perda de tempo e só serve para atrapalhar o desenvolvimento econômico? O mais provável é que Trump tente encontrar um meio para driblar e evitar o cumprimento desse objetivo. Tudo em nome do crescimento. E pelo jeito já está se movimentando neste sentido. Esta semana, Ebell teve um encontro no gabinete da primeira ministra inglesa, Theresa May. Ninguém sabe ao certo com quem ele falou e qual foi o objetivo da reunião. O que se comenta é a existência de uma eventual afinidade entre Trump e May.

Vamos ficar atentos. É o nosso mundo que está em jogo.

Foto: Pixabay


 

Curitiba terá ciclovia que gera energia

Escrevi esses dias sobre ideias inovadoras com viés de sustentabilidade. No post, mencionei várias invenções, entre elas um sistema instalado no chão de rodovias e avenidas que gera eletricidade. E eis que um projeto semelhante será desenvolvido no Brasil, mais precisamente em Curitiba.  A tecnologia será colocada nos pisos das ciclovias e transformará o som e a vibração das bicicletas em energia, que acionará a sinalização luminosa nos cruzamentos da ciclovias com as ruas e avenidas e abastecerá os sensores de coleta de informações de fluxo.

O projeto será iniciado já neste segundo semestre e deve abranger 18,5 quilômetros. Além de estimular o uso de bicicletas e introduzir um novo modelo de geração de energia no Brasil, a iniciativa não trará custos para a prefeitura de Curitiba, já que faz parte de um acordo financiado pela Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) e pelo  ministério da indústria do país asiático, que querem estimular a expansão da tecnologia, criada pela empresa japonesa Soundpower Corporation.

É muito bom ver um projeto como este sendo testado no Brasil e, mais importante ainda, saindo do papel e ingressando na fase de execução. Ações como estas podem ser expandidas para outros lugares, além de estimular os empreendedores a desenvolver tecnologias com foco em sustentabilidade. Um ambiente dinâmico e produtivo é construído por meio de exemplos positivos, e quando esses modelos indicam um abordagem totalmente diferente e voltada para os desafios da humanidade, melhor ainda.

Tenho a impressão que estamos evoluindo, e uma nova geração de empreendedores que buscam aliar tecnologia e sustentabilidade está surgindo no Brasil. E tem contribuído para este avanço o fato de que investidores estão direcionando seus recursos para projetos que gerem lucro e benefícios sociais e ambientais, ou seja, procuram os chamados Investimentos de Impacto. No Brasil, já existem inclusive aceleradoras para este tipo de empresa, como a Artemisia, por exemplo. A organização formata o modelo de negócios, oferece mentoria e capacitação das equipes, além de promover conexões com investidores e potenciais parceiros. A Artemísia já apoiou 79 empresas. E que venham muitos projetos assim!

(foto: Pixabay)


 

Uma luz no fim do túnel

No final da década de 80, início dos anos 90, muito se falava sobre o aerossol e como o seu uso era prejudicial à camada de ozônio. Neste caso, a ação foi rápida e  políticas públicas consistentes eliminaram a tecnologia. E agora estamos colhendo os bons frutos desta mudança, segundo estudo publicado há alguns dias pela revista científica Science. De acordo com pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) que conduziram as pesquisas, o buraco na camada de ozônio sobre a Antártica está encolhendo!!!

É isso mesmo. Uma ótima notícia para a continuidade da vida no planeta, já que a camada de ozônio protege animais, plantas e seres humanos dos raios ultravioletas emitidos pelo Sol, que poderiam acabar com todos os seres vivos do Planeta Terra. Esses buracos sobre a Antártica estão sendo acompanhados desde o final da década de 70, e, mais uma vez, o homem era o principal vilão nesta história, especialmente pela utilização dos clorofluorcarbonetos, ou CFCs, encontrados no aerossol, e também em aparelhos de refrigeração, solventes, entre outros. Assim, em 1987, diversos países assinaram o Protocolo de Montreal, comprometendo-se a eliminar, em 10 anos, o uso dessa substância danosa, acordo visto por muitos como o mais bem-sucedido da história.

O estudo aponta que o buraco na camada de ozônio foi reduzido em 4 milhões de quilômetros quadrados, área equivalente a 47% do território brasileiro. Deveríamos rezar para que este mesmo engajamento fosse visto em relação ao aquecimento global. É claro que este segundo tema é muito mais complexo e exige mudanças em diversos itens, inclusive no comportamento das pessoas. Vamos torcer para que esta conquista sirva de estímulo e mostre como organização e boa vontade podem gerar muitas coisas positivas.

(Foto: Pixabay)



 

Inovações sustentáveis e curiosas

A tecnologia pode ser uma grande aliada do meio ambiente. Confira algumas soluções inovadoras, úteis e sustentáveis.

Garrafa que transforma ar em água

Isso mesmo. A inovação chamada Fontus foi desenvolvida por um estudante de Viena, Kristof Retezár. São dois modelos: um que utiliza a corrente de ar produzida com o movimento da bicicleta para apoiar um refrigerador que condensa a água contida no ar; e um outro que vem com um pequeno painel solar acoplado à garrafa, o qual permite que a energia gerada recupere a água do ambiente.

kristof retezar

KristofRetezar_fontus

 

Tecnologia capta energia produzida pelos carros

A Lybra foi criada pela empresa italiana Underground Power. O sistema é instalado no chão de rodovias e avenidas, em locais onde espera-se uma redução de velocidade. Por isso, o mecanismo consegue recuperar a energia cinética desperdiçada durante a desaceleração. Essa energia pode ser utilizada localmente ou transferida para a rede.

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Lavar roupa pode ajudar a perder peso

Esta máquina, idealizada por estudantes da Dalian Nationalities University, da China, é movida pela energia das pedaladas. O pneu da frente da bicicleta foi substituído pelo tambor da lavadora. O nome da belezura, BWM (Bike Washing Machine).

bicicleta

 

Piso que gera energia

A Pavegen, empresa do Reino Unido, criou um piso que produz energia, e a tecnologia está sendo utilizada no Brasil. Um campo de futebol construído no Morro da Mineira, no Rio de Janeiro, recebeu as placas. Quando os jogadores correm pelo campo geram a energia que ilumina o estádio. O sistema pode ser instalado em calçadas e espaços onde circulam muitas pessoas.

pavegen

 

Casa de papelão

A Wikkelhouse, da Holanda, desenvolveu uma casa cuja principal matéria-prima é o papelão. Ela é formada por módulos, tem um design lindo e pode ser montada no local em apenas um dia. São 24 camadas de papelão, revestidas com material resistente à água, que tornam a construção durável – o fabricante garante que aguenta até 100 anos – e com alta capacidade de isolamento.

wikkelhouse

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Iluminação pública com energia híbrida

Esta tecnologia híbrida para iluminação de espaços públicos já vem sendo utilizada na China. As luminárias são movidas a energia solar e eólica, e possuem suas próprias placas e turbinas.

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Vidros transparentes geram energia solar

A inovação, da Polysolar, da Inglaterra, permite integrar essa nova placa solar, feita com vidro transparente, às construções.  São utilizadas em fachadas e telhados.

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IBGE passará a medir consumo de água

Na Semana do Meio Ambiente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de anunciar uma boa notícia. No segundo semestre deste ano, o órgão divulgará quanto cada atividade econômica, cada produto ou cada pessoa consome de água. Em um segundo momento serão calculados os impactos em relação à energia, às florestas e ao uso da terra.

Este é um importante passo para a redução do consumo e para a utilização mais consciente do insumo. Acredito realmente que fica mais fácil levar adiante uma mudança quando sabemos onde estamos e onde queremos chegar.  O IBGE segue um padrão para levantamento das contas ambientais estabelecido em 2012 pela ONU, e há quatro anos trabalha em conjunto com a Agência Nacional de Águas neste projeto. Segundo a instituição, apenas Brasil, Austrália, Colômbia e Canadá encontram-se em estágio mais avançado neste quesito.

Por outro lado, o consumo diário de água no Brasil é de 166 litros por pessoa, 50% acima dos 110 litros recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Além disso, temos um grande problema, a ineficiência no sistema de distribuição. Atualmente, o índice de desperdício por vazamento gira em torno de 37%. Em alguns estados a situação é ainda pior. No Acre, por exemplo, as perdas chegam a 60%!

(foto: Pixabay)