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Sustentabilidade na construção avança no Brasil

A construção civil e a infraestrutura são áreas essenciais para a sociedade, mas geram um impacto ambiental significativo, seja com o desperdício de materiais, com a utilização de tecnologias que nem sempre são as mais eficientes ou com a instalação de estruturas pouco adequadas a um ambiente cada vez mais hostil.

Alguns fatos recentes sinalizam um panorama animador. A Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) acaba de aprovar um Projeto de Lei do Senado que pode impulsionar a sustentabilidade na construção civil no Brasil. Construções com tecnologias para melhorar o conforto término dos moradores e reduzir o consumo de água e energia  poderão ser beneficiadas com incentivos fiscais. Agora a matéria será examinada em Plenário.

Um outro estímulo que vem de fora. A União Europeia criou o projeto Low Carbon Business Action in Brazil, que pretende aproximar 720 pequenas e médias empresas do Brasil e da Europa entre agosto de 2016 e dezembro de 2018. A ideia é promover rodadas empresariais para fomentar a troca de experiências com foco em uma economia de baixa emissão de carbono. E o programa irá abranger oito setores, sendo que o primeiro deles será o de edifícios e construção, com o objetivo de ampliar a sustentabilidade na construção civil. As inscrições para tentar fazer parte do grupo ficam abertas até 8 de junho.  De 8 a 12 de agosto, os participantes selecionados acompanharão palestras, apresentações de cases, demonstrações de tecnologias disponíveis e visitarão empresas. Após o evento, também contarão com assistência e acompanhamento de negócios. Estarão presentes, além dos empresários, representantes de instituições setoriais, órgãos públicos, entidades bilaterais de promoção do comércio internacional, agentes de negócios, provedores de serviços, consultorias ambientais e financeiras, entre outros.

Outra iniciativa que merece destaque é o projeto 100 Resilient Cities, da Fundação Rockefeller. A organização quer ampliar a resiliência urbana, que nada mais é do que a capacidade dos indivíduos , comunidades, instituições , empresas e sistemas de sobrevivência, adaptação e crescimento, independentemente do stress crônico ou choque agudo que experimentarem. E dentro desse stress crônico ou choque agudo estão terremotos, enchentes, doenças, ataques terroristas, altas taxas de desemprego, transporte público ineficiente, violência e escassez de comida e água.  E o Brasil é representado dentro do programa por Porto Alegre e Rio de Janeiro. A capital gaúcha já lançou a sua estratégia de resiliência, que prevê, entre outras coisas, a revitalização de um distrito, a atualização do plano de transportes e mobilidade urbana e o fortalecimento da estrutura e das ações de defesa civil.

Porto Alegre lança estratégia de resiliência, do programa 100 RESILIENT CITIES
Estratégia de resiliência de Porto Alegre está disponível para consulta

(legenda da foto principal: Fincube, casa modular e sustentável construída na Itália)


 

Quer reduzir as despesas com energia?

Você sabia que os eletrônicos utilizam energia mesmo quando não estão trabalhando? Sim…. Segundo estudos, este consumo responde por 20% dos gastos mensais das residências com eletricidade.  E existem alguns vilões em nossas casas, tais como:

Carregadores: gastam, mesmo quando não estão com equipamento conectado para recarga de energia. Após o uso, tire o carregador da tomada.

Cabos, em especial aqueles que possuem uma caixinha preta (conversor) no meio : eles gastam energia o tempo todo. Dessa forma, mesmo que os equipamentos estejam desligados ou em stand-by, estão consumindo. Precisamos estar atentos às TVs, laptops, impressoras, aparelhos de TV por assinatura, conversores digitais, DVD players, vídeo games, máquinas de café, aparelhos de música e equipamentos que acompanham celulares. Se quer economizar energia, a solução aqui também é tirar da tomada.

Computadores de mesa: você pode ativar o modo de economia de energia, nas configurações, estabelecendo um tempo para a tela entrar em stand-by e, após o uso, também deve desligar o equipamento da tomada. Os laptops não devem ser carregados na tomada o tempo todo enquanto estão em uso. Estraga a bateria e gasta energia.

Para facilitar a nossa vida, existem os plugs com botão para ligar e desligar. Lembrar de fazer essa checagem pode ser um pouco chato, mas, especialistas garantem que esta mudança de hábitos pode ajudar a economizar energia, melhorando o orçamento da família no final do mês. Medida consciente e inteligente, especialmente neste momento de crise no Brasil.

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(Gastos com energia no Reino Unido)


 

Conheça os carros mais econômicos e menos poluentes

Recentemente, escrevi sobre o uso de automóveis e o projeto que prevê a liberação da venda de carros de passeio movidos a diesel no Brasil (post Carros a Diesel no Brasil…). Volto a abordar o assunto, pois o Inmetro acaba de divulgar o ranking 2016 do Programa de Etiquetagem da categoria, que lista os carros mais econômicos e aponta o nível de emissão de poluentes, e a boa notícia é que o levantamento traz informações de 90% da frota comercializada no Brasil. Para atender às exigências do programa federal Inovar-Auto, em 2017, todos os modelos vendidos no país devem ser avaliados pelo Inmetro.

Consulte aqui o ranking na íntegra. Não tenho a intenção de divulgar modelos e estimular a compra, mas acredito que a eficiência energética e a capacidade poluidora devem ser consideradas no momento da escolha.  Para se ter uma ideia, os veículos mais limpos emitem, em média, 100 g/km de CO2 e os menos, 300 g/km de CO2. Uma baita diferença. Para facilitar a consulta, separei os modelos melhor avaliados, que receberam nota AA.

Micro compactos: New QQ 1.0 e 1.0 Act (Chery); MOBI Easy (Fiat); e Fortwo 71 cv, 84 cv Cabrio e 84 CV Coupé (Smart).

Sub compactos: Novo Uno Evolution (Fiat); Palio Fire Evo (Fiat); e toda a linha UP (Volkswagen).

Compactos: KA SE e SLE 1.0 (Ford); FIT DX, LX, EX e EXL, todos CVT (Honda); HB20 Confort, Plus e Style 1.0 (Hyundai); toda a linha New March (Nissan); 208 Active MT, Act Pack MT e Allure Pack MT 1.2 (Peugeot); 208 Sport MT e Allure AT 1.6 (Peugeot); Sandero Authentique e Expression 1.0 (Renault); Etios Hatchback X 1.3 M-6, XS 1.5 M-6,  XLS 1.5 M-6, Platinum 1.5 M-6 e Cross 1.5 M-6 (Toyota); Novo Gol Trendline e  Comfortline 1.0 (Volkswagen); e Novo Fox BlueMotion 1.0 (Volkswagen).

Médios: A1 Sportback Attraction 1.4 (Audi); KA+ 4 portas SE e SEL 1.0 (Ford); toda a linha City (Honda); HB20S Plus e Style 1.0 (Hyndai); CT200H  e CT200H F Sport 1.8 (Lexus); toda a linha New Versa (Nissan); toda a linha Etios Sedã e Prius (Toyota); e Novo Voyage Trendline e  Comfortline 1.0 (Volkswagen).

Extra grandes: Fusion Hybrid 2.0 (Ford).


 

Mais energia limpa

O Brasil, felizmente, deu um passo importante para estimular a produção doméstica de energia elétrica. Agora, os consumidores – residenciais, comerciais e industriais – podem transferir a energia excedente que geram para vizinhos, parentes, condomínios ou cooperativas de pessoas físicas ou jurídicas. Basta comprovar o vínculo entre os integrantes do grupo.  Antes a transferência de créditos ocorria apenas entre locais com o mesmo CPF ou CNPJ.  A partir desta nova regulamentação, condomínios, por exemplo, podem construir uma rede interna, compartilhando os custos entre os moradores.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) estima que com esse novo estímulo, até 2024 cerca de 1,2 milhão de unidades consumidoras passem a produzir sua própria energia, o que totalizaria 4,5 gigawatts de potência instalada. De 2012, quando a agência publicou a resolução que permite ao consumidor gerar e trocar energia com a distribuidora local, até o final de 2015 foram instaladas 1.285 centrais geradoras, sendo 96% movidas a energia solar. Os 4% restantes são geradores eólicos, híbridos (solar e eólica), hidráulico e as movidos a biogás e  biomassa.

A produção doméstica de energia não é uma mudança que pode ser feita do dia para a noite. Infelizmente a maior parte dos consumidores brasileiros não tem como adquirir a tecnologia em razão do custo elevado, que hoje varia de  R$ 15 mil a R$ 20 mil por residência.  Mas a mudança é importante e pode motivar muita gente.

Só para lembrar, a geração de energia elétrica impacta o meio ambiente e, dependendo da fonte geradora, possui elevado nível de emissão de gases de efeito estufa. Isso ocorre principalmente com as termoelétricas a base de carvão e gás natural. No Brasil, cerca de 80% da energia utilizada vem de hidrelétricas. Neste caso, há impactos social (nas comunidades do entorno) e ambiental decorrentes do represamento de rios.


 

 

Como plantar com sobras de alimentos

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Encontrei umas dicas ótimas de reaproveitamento de alimentos, utilizando-os como mudas para novos cultivos. De acordo com a FAO, atualmente cerca de 1/3 de todo o alimento produzido no mundo vai para o lixo (perdas e desperdício), o que corresponde a 1,3 bilhão de toneladas por ano. É muita coisa, considerando que ainda hoje uma parte da população do planeta passa fome. Agora, imagine quanto isso representa de perda de água, terra, energia, entre outros insumos utilizados durante o plantio. E o impacto de tudo isso?

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Perdas por categoria (FAO)

Além de inserir na nossa alimentação partes dos alimentos usualmente descartadas e utilizar o lixo orgânico como adubo – podemos falar sobre esses temas em outros posts -, o plantio de sobras aparece como mais uma alternativa. Sei que muitas pessoas moram em apartamentos ou espaços pequenos, mas a dica principal é colocar o vaso ou a vasilha com água perto de uma janela com incidência de sol. Também é preciso regar sempre e, em caso de vasos, utilizar adubos regularmente. Existem opções orgânicas no mercado ou você pode produzir o seu com sobras de alimentos. Fiz esses vasos da foto abaixo para a minha irmã. Também é uma ótima alternativa para presentear amigos.

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Vamos às dicas:

Coentro, manjericão, hortelã, alecrim, aipo, erva cidreira: basta colocar a parte inferior dos talos em um copo com água (cuidado com os mosquitos, troque a água sempre!). Os talos do manjericão devem ser cortados com 10 a 15 cm, deixando as folhas da parte de cima. Quando as raízes atingirem 2 centímetros, pode plantar em um vaso. O hortelã pede muita água

Gengibre: plante o gengibre mesmo, com o broto voltado para cima.

Tomate:  separe as sementes, lave, seque e plante. O tomate cereja é mais resistente.

Cebolinha e alho poró: deixar na água a parte branca da base (imergir 2,5 cm) com um pedaço da parte verde. Troque a água todos os dias. Pode cultivar a cebolinha na água mesmo ou plantar em um vaso.

Alho e cenoura: nestes casos são aproveitadas as folhas. Colocar os dentes de alho e as cabeças da cenoura em um recipiente com água. Depois de alguns dias as folhas começam a brotar. Elas podem ser utilizadas para complementar e temperar pratos.

Alface e repolho: colocar a cabeça em uma vasilha com água. Quando começar a criar raízes e folhas, a muda pode ser plantada na terra. No caso da alface, o cultivo pode ser na água.

Cebola: coloque a parte usualmente descartada da cebola em um recipiente com água e quando aparecerem as raízes plante em um vaso.

Foto do destaque: FAO


 

Carros a diesel no Brasil…

carros a diesel
carros a diesel

Carros são um outro problema para o planeta, em especial para países como o Brasil.  De acordo com o Observatório do Clima, as emissões brasileiras do setor de transporte cresceram 143% de 1990 a 2012. A ampliação do acesso das pessoas a bens e serviços, como automóveis, faz com que as nações emergentes sejam um dos principais focos emissores nos próximos anos.

O nosso país deixa muito a desejar quando o assunto é transporte público. Vivo em uma cidade não muito distante de São Paulo, que é servida por um trem. Vez ou outra utilizamos o serviço, mas sempre quando não temos um compromisso que exige o cumprimento de horário, pois algumas vezes o trem simplesmente deixa de funcionar ou reduz a velocidade.  Nessas situações, só resta esperar ou descer em uma estação no meio do caminho e procurar a rodoviária mais próxima. Na minha casa temos como opção o carro, mas muitas pessoas não possuem. Imagine o desejo de adquirir um bem que elimine esse perrengue diário! Daí o desespero: na primeira oportunidade, o cidadão compra um carro. E a solução seria simples. Um serviço decente de trem, como existe em diversos países mais organizados, que interligasse as cidades da região à capital.

Além de não investir na melhora da infraestrutura de transporte público, o Brasil está discutindo a liberação da venda de carros a diesel, nos modelos de passeio (aqui mais detalhes), um retrocesso em relação ao que vem acontecendo no mundo e um perigo para a saúde da população. Segundo o Conselho Internacional de Transporte Limpo  (ICCT), caso isso aconteça, aproximadamente 150 mil pessoas podem morrer em decorrência de poluição até 2050. Sinto uma dor no peito ao ver caminhões e caminhonetes movidos a diesel emitindo uma quantidade absurda de fumaça, capaz de deixar qualquer um zonzo. E como moro em uma área rural, onde existem muitos desses, dia sim dia não encontro uma “maria fumaça” pelo caminho.  Moral da história: a inspeção não existe no Brasil e ainda querem aprovar carros a diesel, que emitem partículas extremamente perigosos quando não há manutenção correta! E não precisamos de diesel aqui, pois o Brasil é pioneiro na produção de etanol, um combustível bem mais limpo, que é praticamente neutro em emissões – se a gente avalia todo o ciclo, da produção à utilização.

Além disso, outros países, em especial os da Europa, têm adotado metas rigorosas para reduzir as emissões de gases de efeito estufa pelos carros, assim como do consumo energético, e para isso possuem legislação específica, como o padrão Euro 6.  Mas o modelo utilizado aqui pelas montadoras é outro, muito mais frouxo.  O estudo Eficiência Energética e Emissões de Gases de Efeito Estufa (Coppe/UFRJ e Greenpeace) indica que se a indústria brasileira de automóveis adotasse meta de eficiência energética alinhada à europeia, mesmo que dobrasse o número de carros em 2030, as emissões seriam cerca de 10% menores do que as de 2010. Infelizmente as novas tecnologias, como carro elétrico, são caras e pouco acessíveis.

Recentemente tivemos uma pequena evolução no Brasil e alguns parâmetros foram criados para ajudar o consumidor a decidir pelo carro mais econômico ou menos poluente: o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), do Inmetro, e a Nota Verde, do Ibama – embora essa última deixe a desejar, pois não traz informações de vários modelos, além de apresentar dados confusos e repetidos. Para quem não tem acesso a um serviço de transporte público “aceitável” e precisa optar pelo automóvel, olhar esses selos quando for comprar um carro pode ser um ato de cidadania e responsabilidade. Vamos pensar nisso.


 

Hora do Planeta nos ajuda a refletir

Em meio a muita tensão, apreensão, insegurança, insatisfação, raiva e vários outros sentimentos que afloram e dividem o povo brasileiro em dois grupos, temos hoje um momento muito especial para refletir, a Hora do Planeta. Esta iniciativa foi criada pela ONG WWF  como um ato simbólico no qual as pessoas apagam as luzes por uma hora e, com isso, mostram a sua preocupação com o aquecimento global.

Além de rezar pelo Brasil e canalizar energias positivas para o nosso país – e não ódio, intolerância e segregação – podemos aproveitar este momento para conversar com os nossos amigos e familiares, em especial com as crianças, sobre o que podemos fazer para melhorar o nosso Planeta.

Vamos participar da Hora do Planeta não só para mostrar aos vizinhos que apagamos as luzes e somos responsáveis, mas sim para fazer algo realmente produtivo, que possa gerar alguma reflexão e mudança de atitude. Vamos tentar? É hoje, das 20h30 às 21h30.

Gasto muita energia?

A geração de energia elétrica impacta o meio ambiente e, dependendo da fonte geradora, possui elevado nível de emissão de gases de efeito estufa. Isso ocorre principalmente com as termoelétricas a base de carvão e gás natural. No Brasil, cerca de 80% da energia utilizada vem de hidrelétricas. Neste caso, há impactos social (nas comunidades do entorno) e ambiental decorrentes do represamento de rios. Além disso, essa fonte de energia é totalmente dependente das condições climáticas.

Existem alternativas que vem sendo utilizadas no mundo, e no Brasil também, embora em escalas ainda muito pequenas. Entre elas estão a energia eólica, a energia solar e as usinas de biomassa. Recentemente a Tesla, empresa conhecida no segmento de carros elétricos, anunciou uma bateria que armazena energia obtida por meio de painéis solares para ser usada em momentos mais oportunos, como no período da noite, por exemplo, quando geralmente sobe o consumo.

Até que esse tipo de energia limpa não chegue até a sua casa você tem a opção de reduzir a utilização. Acredito que para planejar qualquer coisa precisamos primeiramente entender como estamos. Assim, conseguimos mudar. Dessa forma, testei alguns aplicativos gratuitos que calculam o consumo de energia, do Brasil e do exterior. Gostei de dois. Na minha opinião foram os mais práticos e fáceis de usar. São eles Consumo e Consumo de Energia .

consumo de energia

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Aplicativos gratuitos que calculam o consumo de energia